A outra face da educação

Colóquio Flácido para Acalentar bovinus....Educação





Quem está aki!!

sábado, 6 de dezembro de 2014

8 razões para defender o uso do celular na sala de aula

8 razões para defender o uso do celular na sala de aula

Escolarização x Educação

Escolarização x Educação

Nada que um dia após o outro.

As férias escolares de dezembro e janeiro/fevereiro se configuram como o momento mais esperado por professores e alunos de todos os níveis e modalidades de ensino. Nada mais do que justo, pois depois de um ano letivo repleto de atividades desenvolvidas em tempos e espaços escolares, é chegada a hora de descansar um pouco e recobrar as forças, repor as energias para, muito em breve, começar tudo de novo ... (acordar bem cedo, ir para a escola ou para a universidade, fazer tarefas e trabalhos escolares, estudar para as provas bimestrais, preparar as aulas, participar de reuniões pedagógicas e eventos científicos, corrigir trabalhos e avaliações escolares, entregar notas na secretaria etc.). É tanta coisa para pensar e fazer que quase não dá tempo para “respirar”, não é verdade? Sendo assim, faz-se necessário aproveitar as férias escolares para “esfriar a cabeça” e usufruir ao máximo os momentos de lazer para viajar; visitar parentes e amigos que moram distante; ouvir uma boa música; ler um livro de crônicas e poesias; brincar no parque com as crianças (filhos, sobrinhos e/ou netos, por exemplo); curtir uma praia (com cuidado!); passear e, se possível, fazer compras no shopping center; cuidar melhor da saúde alimentar; praticar diferentes esportes; assistir a uma peça teatral e a programas educativos na TV; ir ao cinema e a um templo religioso para meditar sobre a vida; contemplar as belezas da natureza; escrever um ensaio ou artigo científico, ou mesmo uma obra literária; enfim, realizar inúmeras outras atividades. Paralelamente a essas atividades de lazer e entretenimento, seria interessante também “reservar um tempo” para praticar o exercício da reflexão, palavra oriunda do verbo latino reflectere, que significa voltar atrás, repensar, retomar, reconsiderar os dados disponíveis, revisar, buscar significados, examinar detidamente, prestar atenção, analisar com cuidado (CHAUÍ, 2005; SEVERINO, 1992); enfim, “filosofar” sobre o mundo, a sociedade e os nossos modos de pensar e agir na vida pessoal, profissional e em comunidade. Dizemos “exercício da reflexão”, porque todos e cada um de nós, indistintamente, temos uma filosofia de vida (constituída a partir da família e do ambiente social em que vivemos) que rege e orienta nossos pensamentos e atitudes. Tal orientação pode ou não ser consequência da reflexão. Entretanto, a nossa ação segue sempre certa orientação. A todo o momento, estamos fazendo escolhas, mas isso não significa que estejamos sempre refletindo; haja vista que a ação não pressupõe, necessariamente, a reflexão: podemos agir sem refletir, embora não nos seja possível agir sem pensar. Portanto, há uma grande diferença entre o ato de pensar e de refletir. Se toda reflexão é pensamento, nem todo pensamento é reflexão. Este é um pensamento consciente de si mesmo, capaz de se avaliar, de verificar o grau/nível de adequação que mantém com os dados objetivos de mediar-se com o real existencial concreto. Pode aplicar-se às impressões e opiniões, aos conhecimentos científicos e tecnológicos, interrogando-se sobre o seu significado. Uma vez que a atitude filosófica é uma reflexão sobre os problemas e que, por sua vez, cada pessoa tem problemas a solucionar em sua vida. Então, cada ser humano é naturalmente, espontaneamente, levado a refletir, a “filosofar”. Em outras palavras, isso implica afirmar que a reflexão, a ação de “filosofar”, é provocada pelos problemas que assolam a vida humana e, ao mesmo tempo, dialeticamente falando, constitui-se numa resposta/solução aos problemas. Nesse contexto, pode-se dizer que a reflexão se caracteriza por um aprofundamento da consciência da situação problemática, acarretando, via de regra, um salto deveras qualitativo que leva à superação de tais problemas no seu nível originário. De acordo com Saviani (1980, p.25-26; grifos nossos), faz-se necessário que essa dialética reflexão-problema seja devidamente compreendida para que: [...] se evite privilegiar, indevidamente, seja a reflexão (o que levaria a um subjetivismo, acreditando-se que o homem tenha um poder quase absoluto sobre os problemas, podendo manipulá-los a seu bel-prazer), seja o problema (o que implicaria reificá-lo desligando-o de sua estrita vinculação com a existência humana, sem a qual a essência do problema não pode ser apreendida). Por isso, os problemas são tidos como o ponto de partida da Filosofia (Ciência), de forma que o objeto de investigação da Filosofia e aquilo que leva o homem a “filosofar” são exatamente os problemas que ele enfrenta no transcurso de sua existência humana; problemas esses que têm como essência as necessidades e que podem ser conceitualmente definidos como questões cujas respostas são desconhecidas e necessitam conhecer. (POLYA, 1995) Nesse contexto, podemos assegurar que uma questão, em si, não caracteriza um determinado problema, nem mesmo aquela cuja resposta é desconhecida; mas uma questão cuja resposta se desconhece e se necessita conhecer. Dito de outra forma: algo que eu não sei não é problema; mas quando eu ignoro alguma coisa que eu preciso saber, eis-me, então, diante de um problema. A título de exemplificação, torna-se profícuo destacar que um obstáculo que é necessário transpor, uma dificuldade que precisa ser superada, uma dúvida que não pode deixar de ser dissipada são algumas situações, dentre tantas outras, que se nos configuram como verdadeiramente problemáticas. Sem a pretensão de aprofundar as discussões acerca dessa temática, cabe-nos enfatizar ainda, em última instância, que a prática da reflexão consiste em um exercício deveras importante para que professores e alunos, de todos os níveis e modalidades de ensino, possam (re)planejar minuciosa e adequadamente as atividades que deverão ser desenvolvidas na escola e/ou na universidade durante mais um ano letivo, quais sejam: realização de estudos individuais e coletivos; elaboração de planos de ensino e planos de aula; participação em grupos de estudos; desenvolvimento de atividades de monitoria e iniciação científica; organização e distribuição de turmas, horários de aulas e disciplinas curriculares aos professores; construção coletiva do projeto político-pedagógico escolar; definição de datas para a realização de reuniões/semanas pedagógicas e avaliações bimestrais em conformidade com o calendário escolar/calendário acadêmico; despesas com mensalidades, transporte, uniforme e material escolar (cadernos, livros didáticos, apostilas etc.); elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC); entre vários outros encargos que fazem parte do cotidiano da vida escolar e/ou da vida acadêmica. Por ora é só, pois, afinal de contas, ainda estamos em férias escolares (...). Vamos deixar para debater com maior rigor científico os assuntos aqui abordados numa outra ocasião. Todavia, almejamos que este artigo possa contribuir, direta ou indiretamente, para que docentes e discentes possam melhor gozar das férias escolares (que ainda restam) tendo a consciência de que as mesmas podem e devem ser concebidas como um momento de lazer, reflexão e (re)planejamento; porém de cunho educativo, pedagógico. Que possamos, portanto, aproveitar as férias escolares para rememorar o passado, viver bem o momento presente e projetar o futuro. Tais ações se configuram como uma ótima ideia, você não acha? Lembre-se: a semeadura é opcional; porém, a colheita é obrigatória. Está aí a chance de nos tornarmos pessoas cada vez melhores. Todos somos capazes. Basta ter fé num Ser Superior, acreditar em nós mesmos, viver em comum-unidade e sempre fazer o bem sem olhar a quem. Filosofemos a respeito! Ademais, boas férias escolares a todos os professores e alunos. É o que cordialmente desejamos. Referências CHAUÍ, M. Convite à filosofia. 13.ed. São Paulo: Ática, 2005. POLYA, G. A arte de resolver problemas: um novo aspecto do método matemático. 2.ed. Rio de Janeiro: Editora Interciência, 1995. SAVIANI, D. Educação: do senso comum à consciência filosófica. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1980. (Coleção Educação Contemporânea). SEVERINO, A. J. Filosofia. São Paulo: Cortez, 1992. (Coleção Magistério 2º Grau – Série Formação Geral) http://www.professornews.com.br/index.php/component/content/article/96-artigos/5395-ferias-escolares-momento-de-lazer-reflexao-e-replanejamento

terça-feira, 31 de julho de 2012

Volta as aulas.

Estamos voltando depois de um mês de férias, como as crianças os jovens e os adultos do EJA, voltamos também com uma certa angústia, ta bom tristeza, pois ficamos em casa, ao lado de nossos filhos, passeamos, acordamos tarde, dormimos tarde viajamos, rimos ufa!!! são tantas coisas agradáveis que não queremos também voltar as aulas. Mais a vida continua, eu fui escolhido por Deus para lhe conferir está missão de ensinar, orientar essa geração de cabeçudos. Caraca, já que não tem jeito e eu tenho contas à pagar e eu no fundo, no fundo me divirto com aqueles cururus, mando aqui um texto do profeta Paulo Freire. Escola é ... o lugar que se faz amigos. Não se trata só de prédios, salas, quadros, Programas, horários, conceitos... Escola é sobretudo, gente Gente que trabalha, que estuda Que alegra, se conhece, se estima. O Diretor é gente, O coordenador é gente, O professor é gente, O aluno é gente, Cada funcionário é gente. E a escola será cada vez melhor Na medida em que cada um se comporte Como colega, amigo, irmão. Nada de “ilha cercada de gente por todos os lados” Nada de conviver com as pessoas e depois, Descobrir que não tem amizade a ninguém. Nada de ser como tijolo que forma a parede,Indiferente, frio, só. Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar, É também criar laços de amizade,É criar ambiente de camaradagem, É conviver, é se “amarrar nela”! Ora é lógico... Numa escola assim vai ser fácil!Estudar, trabalhar, crescer, Fazer amigos, educar-se, ser feliz. É por aqui que podemos começar a melhorar o mundo. (Paulo Freire)

De Carlos Moura, com carinho, para Noblat

Publico a carta aberta de Carlos Moura (aposentado, fotógrafo, redator de jornal de interior, sócio de uma pequena editora de livros clássicos e coordenador da Ação da Cidadania em Além Paraíba-MG) para o jornalista de “O Globo” Ricardo Noblat. === Noblat Quem é você para decidir pelo Brasil (e pela História) quem é grande ou quem deixa de ser? Quem lhe deu a procuração? O Globo? A Veja? O Estadão? A Folha? Apresento-me: sou um brasileiro. Não sou do PT, nunca fui. Isso ajuda, porque do contrário você me desclassificaria, jogando-me na lata de lixo como uma bolinha de papel. Sou de sua geração. Nossa diferença é que minha educação formal foi pífia, a sua acadêmica. Não pude sequer estudar num dos melhores colégios secundários que o Brasil tinha na época (o Colégio de Cataguases, MG, onde eu morava) porque era só para ricos. Nas cidades pequenas, no início dos sessenta, sequer existiam colégios públicos. Frequentar uma universidade, como a Católica de Pernambuco em que você se formou, nem utopia era, era um delírio. Informo só para deixar claro que entre nós existe uma pedra no meio do caminho. Minha origem é tipicamente “brasileira”, da gente cabralina que nasceu falando empedrado. A sua não. Isto não nos torna piores ou melhores do que ninguém, só nos faz diferentes. A mesma diferença que tem Luis Inácio em relação ao patriciado de anel, abotoadura & mestrado. Patronato que tomou conta da loja desde a época imperial. O que você e uma vasta geração de serviçais jornalísticos passaram oito anos sem sequer tentar entender é que Lula não pertence à ortodoxia política. Foi o mesmo erro que a esquerda cometeu quando ele apareceu como líder sindical. Vamos dizer que esta equipe furiosa, sustentada por quatro famílias que formam o oligopólio da informação no eixo Rio-S.Paulo – uma delas, a do Globo, controlando também a maior rede de TV do país – não esteja movida pelo rancor. Coisa natural quando um feudo começa a dividir com o resto da nação as malas repletas de cédulas alopradas que a União lhe entrega em forma de publicidade. Daí a ira natural, pois aqui em Minas se diz que homem só briga por duas coisas: barra de saia ou barra de ouro. O que me espanta é que, movidos pela repulsa, tenham deixado de perceber que o brasileiro não é dançarino de valsa, é passista de samba. O patuá que vocês querem enfiar em Lula é o do negrinho do pastoreio, obrigado a abaixar a cabeça quando ameaçado pelo relho. O sotaque que vocês gostam é o nhém-nhém-nhém grã-fino de FHC, o da simulação, da dissimulação, da bata paramentada por láureas universitárias. Não importa se o conteúdo é grosseiro, inoportuno ou hipócrita (“esqueçam o que eu escrevi”, “ tenho um pé na senzala” “o resultado foi um trabalho de Deus”). O que vale é a forma, o estilo envernizado. As pessoas com quem converso não falam assim – falam como Lula. Elas também xingam quando são injustiçadas. Elas gritam quando não são ouvidas, esperneiam quando querem lhe tapar a boca. A uma imprensa desacostumada ao direito de resposta e viciada em montar manchetes falsas e armações ilimitadas (seu jornal chegou ao ponto de, há poucos dias, “manchetar” a “queda” de Dilma nas pesquisas, quando ela saiu do primeiro turno com 47% e já entrou no segundo com 53 ) ficou impossível falar com candura. Ao operário no poder vocês exigem a “liturgia” do cargo. Ao togado basta o cinismo. Se houve erro nas falas de Lula isto não o faz menor, como você disse, imitando o Aécio. Gritos apaixonados durante uma disputa sórdida não diminuem a importância histórica de um governo que fez a maior revolução social de nossa História. E ainda querem que, no final de mandato, o presidente aguente calado a campanha eleitoral mais baixa, desqualificada e mesquinha desde que Collor levou a ex-mulher de Lula à TV. Sordidez que foi iniciada por um vendaval apócrifo de ultrajes contra Dilma na internet, seguida das subterrâneas ações de Índio da Costa junto a igrejas e da covarde declaração de Monica Serra sobre a “matança de criancinhas”, enfiando o manto de Herodes em Dilma. Esse cambapé de uma candidata a primeira dama – que teve o desplante de viajar ao seu país paramentada de beata de procissão, carregando uma réplica da padroeira só para explorar o drama dos mineiros chilenos no horário eleitoral – passou em branco nos editoriais. Ela é “acadêmica”. A esta senhora e ao seu marido você deveria também exigir “caráter, nobreza de ânimo, sentimento, generosidade”. Você não vai “decidir” que Lula ficou menor, não. A História não está sendo mais escrita só por essa súcia de jornais e televisões à qual você pertence. Há centenas de pessoas que, de graça, sem soldos de marinhos, mesquitas, frias ou civitas, estão mostrando ao país o outro lado, a face oculta da lua. Se não houvesse a democracia da internet vocês continuariam ladrando sozinhos nas terras brasileiras, segurando nas rédeas o medo e o silêncio dos carneiros. Carlos Torres Moura Além Paraíba-MG

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

7 série - Japão - Tigres asiáticos e Austrália



Se cururus do JK.

Não deixem de reler o capítulo 12 e 13 para as provas bimestrais.

Pensamento do dia: "Falem o que quiser, mas virar o controle do videogame na hora de fazer a curva funciona."